Nossa crítica começou como todas as críticas começam: com a DUVIDA.
A duvida tornou-se narrativa e a busca era por uma nova historia, a nossa própria.
Suspeitávamos que a linguagem comum não poderia contá-la. Nosso passado parecia congelado a distancia e cada gesto e inflexão significavam a negação do velho mundo e a busca do novo.
Nosso modo de viver criou uma nova situação de exuberância e amizade. A micro-sociedade subversiva na sociedade que a ignorava.
Arte não era o objetivo, mas a ocasião, um método para localizar possibilidades enterradas de nosso tempo.
Tratava-se de descobrir uma verdadeira comunicação.Ou a busca dessa comunicação. A aventura de achar e perder.
(((Nós))) os insastifeitos, os não aceitos continuamos procurando preenchendo silêncios com desejo, medos, fantasias.
Conduzidos pelo fato de que não importa quão vazio o mundo seja, não importa quão degradado e desgastado nos parecesse, tudo ainda era possível. E, nas circunstancias certas um novo mundo era tão provável como um antigo.
(http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2004/02/273974.shtml)